Mais 39 crianças foram feridas, além de funcionários.

Um atentado criminoso ocorrido na cidade de Janaúba, no norte de Minas Gerais, comoveu todo o país nos últimos dias. Na manhã do dia 5 de outubro, oito crianças e uma professora morreram após um segurança atear fogo em uma creche.

De acordo com os dados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o segurança do Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, localizado no Bairro Rio Novo, despejou álcool em algumas crianças e em si mesmo, colocando fogo em seguida. No momento do ocorrido, havia 75 crianças, além de 17 funcionários da creche.

Além das crianças que perderam a vida, dezenas de pessoas encontram-se feridas e foram internadas nos hospitais da cidade. Já o criminoso, identificado como Damião Soares dos Santos, chegou a ser internado, mas morreu três horas depois. Seu corpo foi inteiramente queimado.

Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, dentre os feridos que estão internados, 39 deles são crianças. Uma delas, de apenas cinco anos teve 45% do seu corpo queimado.

Em homenagem às vítimas, o prefeito da cidade decretou sete dias de luto oficial, em solidariedade às famílias das vítimas da tragédia.

Sobre o autor do crime

A Prefeitura Municipal de Janaúba informou que o segurança Damião Soares dos Santos era funcionário efetivo da creche desde o ano de 2008.

Ele havia tirado férias no mês de julho, e ao retornar ao trabalho, em setembro, contou que estava passando por problemas de saúde, sendo afastado em seguida, algumas pessoas próximas, inclusive, disseram que lembram que o mesmo havia relatado que uma voz ficava sussurrando o tempo todo para que fizesse algo ruim, e disse que isso começou logo após retornar das férias.

O criminoso havia ido à creche na manhã do ocorrido para deixar o seu atestado médico. Damião teria entrado na escola com uma mochila, e sem tirar o seu capacete, fechou as portas, já colocando fogo em uma das funcionárias, que se encontrava na cozinha.

Além disso, a perícia também diz que o guarda fechou três salas da creche, onde havia entre 55 a 60 pessoas.

Damião retirou o galão da mochila, despejando álcool nas crianças e ateando fogo. Assim que cometeu o ato, as chamas rapidamente se espalharam pelas outras salas.

Se não bastasse o ato hediondo em si, o homem teria segurando as crianças, impedindo que elas saíssem do local. Devido a isso, uma professora tentou conter Damião, vindo a lutar com ele.

O delegado de polícia acredita que o crime foi premeditado, para o dia 5 de outubro, data em que o pai do assassino morrera, há três anos.

Criminoso já apresentava sinais de loucura

De acordo com parentes de Damião em depoimento à polícia, o segurança já vinha apresentando sinais de insanidade desde 2014. O homem alegava que sua própria mãe estaria envenenando a sua água, e por conta disso, ele estaria tendo problemas.

Após a tragédia, a polícia foi à casa do assassino, e além de encontrar cartão escritas à mão por ele (onde ele dizia sobre a sua predileção e afeto por crianças), também foram achados entre seis a sete galões de combustível.

“Encontramos seis ou sete galões de cinco litros com álcool”, conta o delegado.

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